• Ygor Moretti

Entrevista com Autores - Gisela Ferian Sutto


Temos muito orgulho e alegria em iniciar esse espaço dedicado exclusivamente aos autores. A idéia aqui é dar voz aos autores iniciantes ou que já estão na estrada, mas que precisam de um espaço para divulgar seus trabalhos.

​Em nossa primeira entrevista a autora Gisela Ferian Sutto fala de sua carreira, seus projetos e planos futuros.

Olá Gisela, seja bem vinda ao blog, é uma honra e satisfação ter uma autora conosco pra falar sobre literatura, publicação e carreira literária.

Primeiramente, quem é Gisela Ferian Sutto?

Olá, grande prazer em fazer parte do seu blog!

Eu sou uma apaixonada por literatura. Escrevi muitos livros quando jovem, empilhados e amarelados pelo tempo, mortos com os anos sem conhecer os olhos curiosos de leitores, no entanto, meu lado autora falou mais alto e em março deste ano publiquei minha obra "As Cartas".

Sou uma pessoa que procura a todo momento enxergar beleza: em uma lágrima, em um olhar, em um movimento, em um sorriso de canto de boca. Acredito que o corpo fala coisas que a boca omite.

Sou uma pessoa feliz. Amante da natureza, das flores coloridas, dos animais, de cheiros perfumados, de toque, de carinho, viajar, conhecer sempre algo novinho em folha, de pessoas honestas, que gostam de fazer o bem, de gente que se entrega e não tem medo de errar.​

E como e quando você percebeu o gosto pela leitura e principalmente

pela escrita?

Acredito que desde muito jovem. Lembro-me que no colégio, escrevia meus "livros" em cadernos e entregava aos meus coleguinhas. Escrevi muitos, ficaram empilhados por muitos anos. Então, em uma crise da adolescência coloquei fogo em tudo (risos). Uma pena, se tivesse guardado, talvez eu teria hoje mas de 50 livros publicados.

O enredo de As Cartas é uma história muito humana, são dramas que estão presentes na vida de todos nós. Essa história é baseada em fatos reais de sua vida?

O que lhe motivou a escrever esse livro?

Sim, é baseado em fatos reais, cada linha, cada vírgula, cada sorriso, cada lágrima, cada emoção.

O que me motivou foi a emoção. Ao sentir em minhas mãos, os papéis amarelos, os cadernos pouco rasgados, os diários fechados com algumas páginas grudadas... ao ler cada linha deixada, abandonada pelo tempo ou secretamente escondidas ao longo de mais de 40 anos, pude sentir cada emoção. Ali tive certeza de que nada poderia morrer. Então nasceu a ideia de escrever As Cartas.

Você possui novos projetos?

Pode nos adiantar algo?

Sim, tenho, está em produção, que é a continuação do livro atual. Não estou com tanta pressa em terminar pois no momento meu foco ainda é As Cartas! Escrever e publicar foi incrível. Nem tenho palavras para descrever, mas sinto que posso oferecer algo mais expressivo através dessa obra e tenho planos para um futuro próximo. Ainda não posso falar mais sobre o projeto, mas assim que puder conto pra vocês!

E como leitora, está lendo algo no momento? Quais os livros que lhe fizeram tomar gosto pela leitura, e os autores que lhe influenciam até hoje?

Sim, leio sempre, a todo momento. Meu criado-mudo está lotado de livros, embaixo, em cima, tive que tirar o meu abajur pois não havia espaço para ele.

Há 6 anos eu ainda tinha uma biblioteca em casa, minha mãe sempre foi adepta a leitura e tinha o prazer em manter seus livros por perto. Eu tenho uma outra visão, acredito que guardar livros é guardar sabedoria, ideias, novas experiências, você priva o outro de viver, presenciar outras emoções, outros mundos.

Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são pessoas, mas os livros têm o poder de mudar pessoas, então, quando minha mãe fez a passagem doei todos os livros e de lá para cá, assim que termino, já falo com meus amigos que tenho um disponível, então ou trocamos ou eu apenas passo para frente.

Dificilmente guardo um livro em casa, acho um desperdício de cultura. Se eu puder fazer as outras pessoas felizes o tanto que fui com aquele livro, então fatalmente o passarei para frente!

Gosto muito de Sidney Sheldon, sim, um autor muito criticado, mas vou fazer o que? Eu gosto! Sempre li muito a Zibia, inclusive hoje estou lendo mais um dela.

Muito obrigado por essa entrevista e por último deixe um recado aos leitores e aos autores que buscam seu espaço no mercado literário.

Sim, deixo as mensagens aos LEITORES:

Ame, com toda a franqueza, com toda a beleza, com toda a pureza que apenas o Amor pode oferecer. Se doe, doe amor, doe cuidado, doe zelo, doe carinho. Cuide do outro que precisa de você, com dedicação, pois se não for assim, fatalmente o arrependimento virá em seguida e este sentimento sim, é algo incurável.

Errar faz parte da evolução, portanto, se permita perdoar os outros e a si.

Seja grato (a), por tudo, inclusive pelas marés bravas, pois maré mansa não faz bons marinheiros.

Aos AUTORES: Um dia escutei de um autor (que eu tinha como referencia) que eu "jamais publicaria o livro As Cartas" porque era muito difícil e que era para eu procurar "uns amigos" para entregar meu livro, do jeito que estava. Segui adiante, lembrando do que esta pessoa havia me falado, mas sem me abalar. No fim, publiquei. Foram muitos livros vendidos, muitos projetos pela frente e digo à você, AUTOR, que me lê, NÃO DESISTA! É difícil? O que não é, nesta vida? Se fosse fácil, não teria tanta beleza, o sentimento de "recompensa" não teria o mesmo gosto! Siga em frente com seu sonho e permita que outras pessoas possam ler suas, lindas, obras! Sucesso à todos vocês!

As Cartas

Gisela Ferian Sutto

www.ascartas.com.br

Idioma: Português Páginas: 328 Estilo: Romance

As Cartas é uma envolvente história que narra a forte relação entre mãe e filha. Mãe desquitada que criou a sua filha sozinha, defendendo-se do mundo machista e sobrevivendo entre as traições da humanidade. A doença que Narita enfrentou e o amor que sua filha, Sofia, dedicou, com a esperança de uma cura, passando por momentos que jamais um dia havia imaginado. A dor da perda e o momento sublime da separação de ambas. A descoberta de uma caixa de cartas e poemas que Narita guardava por tantos anos e que revelaram à Sofia muitos segredos e passagens de suas vidas que a fez entender as tantas lacunas que havia em sua alma. O encontro do amor pelo amigo de infância e o reencontro com o pai. O entendimento que as emoções negativas levam às patologias, à descrença da vida e a doenças, que no fundo oamor e o perdão são sentimentos que libertam.

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